Osteoporose

O que é osteoporose?
Osteoporose é a doença óssea mais comum, sendo a fratura a sua manifestação mais clínica mais frequente. É definida como uma "diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura, levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos". É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento.
Quais são os fatores de risco para desenvolver a osteoporose?
1 - Fatores que aumentam a chance do desenvolvimento da osteoporose e que não podem ser alterados:
» sexo feminino
» idade: aumenta com a idade
» baixa estatura
» baixo peso
» raça branca e asiática
» hereditariedade.

2 - Fatores que podem ser modificados:
» Hormônios sexuais: a ausência anormal de períodos menstruais (amenorréia) e baixos níveis de estrógeno (menopausa) nas mulheres, e baixos níveis de testosterona em homens
» Anorexia
» Alimentação pobre em cálcio e vitamina D
» Uso de certos medicamentos, como glicocorticóides ou alguns anticonvulsivantes
» Estilo de vida sedentário ou longo tempo acamado
» Tabagismo
» Uso excessivo de álcool
» Não uso de estrogênio com baixa densidade mineral óssea.

Como saber se tenho osteoporose?
A osteoporose é uma doença silenciosa, porque a perda de massa óssea ocorre sem o aparecimento de sintomas. As pessoas podem não saber que tem osteoporose até que seus ossos se tornem tão frágeis que uma pequena queda cause uma fratura na bacia ou de uma vértebra da coluna.

À partir dos 50 na mulheres e 55 anos nos homens, é indicado os exames de rotina para detectar a osteoporose. Nas mulheres com algum dos fatores de risco, como, por exemplo, baixa estatura, deve-se começar mais precocemente, realizando os exames anualmente a partir da menopausa. A detecção da osteoporose é realizada através do exame médico e de um exame chamado densitometria óssea. O raio-X é útil para a identificação da fratura, mas não é eficiente para o diagnóstico precoce da doença.

Como prevenir a osteoporose
A osteoporose pode ser prevenida com as seguintes ações:
» fazer uma alimentação rica em CÁLCIO (leite, principalmente desnatado, queijos, iogurte...)
» tomar SOL regularmente
» EXERCITAR-SE moderadamente (exercícios leves)
» Fazer avaliação clínica no início da MENOPAUSA
» EVITAR CIGARRO
» não beber CAFÉ em excesso, principalmente junto às refeições que ofereçam fonte de cálcio.

Como evitar fraturas
» usar sapatos baixos
» usar bengala como apoio se necessário
» cozinhas e banheiros com piso antiderrapante
» escadas com corrimão e se necessário pegador de mão no box do banheiro
» olhar com atenção onde pisa para evitar tropeço
» ajustar grau dos óculos
» guardar objetos de casa na altura dos ombros
» cuidado com medicamentos que possam causar tontura
» não carregar peso
» não inclinar muito o tronco para pegar objetos do chão ou vestir a meia e amarrar sapatos.
Cálcio
A função primordial do cálcio é a formação de ossos e dentes, bem como sua manutenção. Outras funções importantes são: participação na coagulação sanguínea, na contração e relaxamento muscular e também na transmissão nervosa e regulação do batimento cardíaco. O cálcio é parte fundamental integrante de qualquer célula do corpo, portanto deve receber uma atenção especial. Consumir a quantidade correta de cálcio, é essencial para o desenvolvimento correto da criança e, na fase adulta, ter um esqueleto com a formação adequada do nutriente garante uma menor perda de massa óssea. A ingestão inadequada deste mineral durante o período de crescimento pode resultar em deficiência no futuro. Para evitar doenças como a osteoporose, raquitismo ,e para que o seu organismo exerça as funções da melhor maneira possível, é importante consumir todos os dias alimentos ricos em cálcio ( leite, queijo, iogurte, peixes, vegetais de folha verde escura, como espinafre, agrião, rúcula, brócolis, couve, etc...)
A recomendação diária de calcio para adultos é de 1.000mg e em determinados momentos essa necessidade pode aumentar.
Abaixo há um quadro com exemplos de alimentos ricos em cálcio que podem ser consumidos e que irão contribuir para saber sobre a quantidade diária recomendada de cálcio. A absorção de cálcio pode ser prejudicada por alguns fatores como a presença de ferro, um mineral presente em carnes e ovos. Por isso procure não consumir alimentos ricos em ferro junto com alimentos ricos em cálcio. Existem outras substâncias que podem aumentar a absorção do cálcio pelo organismo, como é o caso da lactose do leite. O leite é uma fonte rica de cálcio, e este cálcio é muito bem absorvido devido à lactose (açúcar do leite), que contribui para sua maior absorção. A vitamina D também aumenta a absorção de cálcio, por isso procure consumir alimentos ricos em vitamina D juntamente com o cálcio. Fontes de vitamina D( óleo de fígado de peixes, peixes como atum, cação, arenque, além de manteiga, gema de ovo, entre outros).
A maior fonte de vitamina D é obtida através exposição da luz solar na pele. Os raios solares colaboram com a produção desta vitamina no organismo humano, que por sua vez, ajuda a fixar o cálcio.
Vitamina D
A vitamina D, além de outra ações, exerce um papel no metabolismo ósseo. É o principal agente facilitador da absorção de cálcio que ingerimos da dieta, colocando o mesmo à disposição do organismo e, sobretudo dos ossos, permitindo que a estrutura óssea se mantenha rica em cálcio e assim os ossos se mantêm fortes. A vitamina D pode ser dosada no sangue (sob a forma de 25(OH) vitamina D), e os valores considerados adequados são acima de 30ng por ml (valores inferiores podem sugerir diagnóstico de insuficiência ou deficiência de vitamina D).
Estudos científicos em diferentes populações demostram: 1- na que a medida que as pessoas são tratadas com vitamina D e seus níveis alcançam 30ng por ml, há um ganho real na densidade mineral óssea (ou, os ossos se tornam mais ricos em cálcio e densos); 2) pessoas quando tratadas com 700 a 800 unidades de vitamina D por dia apresentam significativamente menor chance de queda e fratura óssea, se comparadas aos que usam 400 unidades por dia ou se não fazem uso; 3) alguns estudos tem sugerido que alcançando níveis maiores do que 30ng por ml de vitamina D no sangue, a chance de queda é menor porque a fraqueza dos músculos proximais da perna que ocorrem com a idade diminui.

Quem deve pesquisar a vitamina D?
A maior fonte de vitamina D é o raio solar ultra-violeta, que ao aquecer a pele provoca reação que transforma substâncias em vitamina D, e a dieta (peixes do mar como sardinha, atum, cavala, salmão, mas também gema de ovo e óleo de fígado de bacalhau). A medida que envelhecemos nossa pele se torna menos efetiva nesta função, assim uma pessoa idosa necessita maior exposição ao sol. Todas as pessoas deveriam ser investigadas quanto ao nível de vitamina D. No entanto, as de maior risco são:

» pessoas com mais de 60 anos, particularmente as mulheres
» pessoas com pele mais pigmentada (como os negros principalmente, porque o pigmento da pele protege contra os raios UV e assim ocorre menor formação de vitamina D na pele)
» pessoas que usam muito filtro de proteção solar
» pessoas que têm alguma história de malabsorção intestinal ou que foram submetidos a cirurgias do trato gastrintestinal
» pessoas com intolerância à lactose
» pessoas em tratamento de osteoporose.

Como tratar
Existem várias formas de usar vitamina D, e seu médico com auxílio de alguns exames orienta a melhor forma de fazê-lo. Porém, a melhor fonte de vitamina D ainda é a exposição ao sol, que deveria ser em média de 10 a 15 minutos por dia (pessoas muito sensíveis até o discreto eritema - pele levemente rosada), no período das 11 às 14h. Há muito receio quanto ao câncer de pele, que deve ser evitado, mas a pequena exposição ao sol traz mais benefícios. Infelizmente no Brasil não há legislação que indique o enriquecimento dos alimentos como nos EUA e nos países do norte europeu. Portanto, a reposição de vitamina D acaba sendo necessária.